sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Literar




Eu aqui, nessa ruminação de sentimentos. Num esforço contínuo... É tão bom literar você. Literar seu sorriso, sua voz, sua energia. Literar a possível sensação de estar em você. É tão impossível estar e não desejar, não querer intensamente. Os teus olhos, os teus lábios... Literar litros, teu caminhar. Transparecer, é tão simples esconder! Ver de longe, desejar de perto. Tocar, jamais. Jamais.


Aos lábios cardíacos que tanto desejei.




Como pode a boca dizer sim e o coração dizer não? Do que vale poder ver e não poder tocar? Arrepio. Cada centímetro se esvai, cada descoberta me atrai, todo eco se desfaz. Nostalgia. O coração freneticamente palpita, você lá; antropofagicamente devorado, transformado em totem. Espelho sem verdade, numa mansidão perigosa, escondido, disfarçado. Fantasticamente diferente, desgraçadamente igual. Última vez, o fruto de toda impessoalidade, a raiz de todo o mal. Em linhas tortas, acreditei. Em dez dias. 365 depois, símile.





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