terça-feira, 30 de novembro de 2010

Anniversarius




Fim de ano...

Comemorando muitos aniversários, engraçada coincidência.

Ontem um, hoje outro. Amanhã? Tantos mais...



Minha mente é um espiral de recordações!



Um ano de Náusea Literária! Um ano de muitos conflitos e segredos secretos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O que é Nirvana?


Walpola Rahula em seu texto “As Quatro Sublimes Verdades” é bem enfático quando diz que o Nirvana não é uma decorrência de determinadas atitudes, que não existem métodos que levem necessariamente à realização do Nirvana, e que, por esta razão, a extinção da ‘sede’ não é natural, ou seja, não é conseqüência de determinados comportamentos. Embora exista um caminho que possa conduzir à realização do Nirvana, o trilhar deste caminho não é a causa da sua realização. O Nirvana é realização, não resultado de um método.

Sendo assim, pensar que o Nirvana seja uma realização natural é incorreto porque implicaria aceitar o Nirvana como sendo facilmente acessível desde que sejam usados métodos para alcançá-lo. A grosso modo, não existe uma receita que produza Nirvana.

sábado, 20 de novembro de 2010

borda/linha/margem/divisa/fronteira/limite


Eu odeio sentir medo. Medo vertiginoso e aniquilador. Fico trêmula e assustada, a boca seca e o coração palpitante; na cabeça a ânsia pelo que vem depois. Olhando bem, esse niilismo custou os olhos da cara! E agora, além de cega, estou perdida. Depois de tanto pensar, descubro enfim que tudo está, relativamente, bem. Tudo foi apenas um susto. Que susto!


terça-feira, 9 de novembro de 2010

O que é o amor?

"Primeiro nasceu Caos" - Hesíodo - Teogonia




Por incrível que pareça, o mundo acadêmico nos ensina coisas interessantíssimas. Baseada nas aulas de Cultura Clássica, eu já escrevi vários post para o Náusea Literária e desta vez não será diferente.

Tentarei explicar racionalmente o que é irracional ou, em outras palavras, tentarei explicar materialmente o que é imaterial, entenda o leitor como quiser.

Comecemos...

A antropologia arcaica tratava a necessidade de completude do homem com base na idéia teogônica da androgeneidade. Segundo a mitologia grega existia um ser perfeito e completo vivendo em felicidade absoluta, este ser carregava em si tanto o masculino quanto o feminino. Os deuses gregos por terem tantas características humanas se incomodaram com existência dessa essência tão perfeita e decidiram, como Platão explica em O Banquete, separar este ser em duas metades. Assim nascem dois seres distintos representados sob forma de homem e de mulher e cada metade foi posta em um canto do mundo.

Isso resulta em uma trajetória da essência absoluta para uma essência nostálgica, pois o estado primordial do ser era a felicidade e completude, agora é a nostalgia e incompletude. Este estado primordial do ser é o que o impele a se unir a uma outra metade na tentativa de reconstruir sua unidade. Esse comportamento é instintivo, espero que me entenda.

Então, é por meio do que chamamos amor que os homens buscam sua totalidade perdida, tentam eliminar de si a carência, a saudade, a vontade do absoluto. Mas como a finitude, a imperfeição são inerentes ao homem – sua miséria e destino – o amor acaba por resultar em uma grande ilusão:

PROMESSA E DESENCANTO.




“1. No princípio, criou Deus os céus e a terra

2. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo (...).”

Gênesis 1. 1-2


“Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa

amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita”

Carlos Drummond de Andrade




Fomos originados da desordem, vazio e trevas; essa é a nossa essência primordial.






domingo, 7 de novembro de 2010

Eros

s u l p a l u s p a p a l s u p a s u l p a s l u l u p a s o
p u s l a p a l u s s u p a l s a p u l p u s a l s l a p u o
l a p s u s l u p a p l a s u p l u s a p s a l u p s u l a o
s p a l u s p u l a s a l p u p u l s a p u l s a p u l s a o

s u l p a
l u s p a
p a l s u
p a s u l
p a s l u
l u p a s
p u s l a
p a l u s
s u p a l
s a p u l
p u s a l
s l a p u
l a p s u
s l u p a
p l a s u
p l u s a
p s a l u
p s u l a
s p a l u
s p u l a
s a l p u


No final das contas, as coisas são exatamente iguais, só muda a posição.